
Os absorventes descartáveis podem parecer a opção mais prática, rápida e higiênica para quem menstrua, mas você sabe o mal que causam à saúde e ao meio ambiente?
Uma mulher, ao longo de toda sua vida fértil, tem em média 450 ciclos menstruais e utiliza cerca de 10.000 unidades de absorventes. Esses são dados de uma única pessoa, imagina o quão alarmante isso é em escala global! Todos esses absorventes vão parar em lixões e demoram mais de 100 anos para decomposição - há também o risco de contaminarem o solo devido aos aditivos químicos utilizados.
Pensemos agora em relação ao impacto que eles têm sobre seu corpo levando em consideração toda a química que contêm. Componentes como polipropileno e polietileno liberam substâncias tóxicas para a mucosa vaginal. O rayon e gel de poliacrilato de sódio, usados para aumentar a absorção, abafam o local e propiciam a proliferação de fungos e bactérias. Além disso, esses elementos são super abrasivos e facilitam ainda mais as alergias, infecções e até mesmo o risco de contrair DSTs - devido à possibilidade de ter sido provocada uma leve úlcera na vulva. A coloração branquinha dos absorventes convencionais é resultado da dioxina, componente comprovadamente relacionado a cânceres de colo de útero, endometriose e aumento do fluxo menstrual (Claro, para que a usuária precise comprar mais!). Aliás, sabe a dioxina? Fez parte da composição do agente laranja, uma arma química utilizada pelos EUA na Guerra do Vietnã e que causa problemas seríssimos de saúde na população até hoje, uma vez que foi absorvida pelo solo.
Que tal pensar em formas mais saudáveis e sustentáveis de lidar com a menstruação, além de apoiar o trabalho de mulheres? Na Rede Colméia, temos empreendedoras com alternativas suuuuper bacanas como os absorventes ecológicos de pano e coletores menstruais.
Por Luiza da Vênus Absorventes Ecológicos
Imagem: Julia Malafaia
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